Vereadores resistem a investigar problemas como o Centro Educacional e o novo hospital

CRITICADA pela postura apática diante de questões importantes para a sociedade mairiporanense, os vereadores, eleitos para fiscalizar as ações do Poder Executivo e cobrar explicações e ações que beneficiem a população, resistem em investigar os motivos que levaram à interdição do Centro Educacional, fechado desde o ano passado. A obra, construída na primeira gestão do atual prefeito, sofreu intervenção da Defesa Civil diante da possibilidade de vir a desabar. Na madrugada de quarta-feira, 10, uma de suas salas foi atingida por um incêndio.
Outro tema caro, notadamente às pessoas carentes, diz respeito à permanência do novo hospital fechado, sem funcionar e sem ser terceirizado, processo que tem sido utilizado em todas as cidades paulistas com unidades hospitalares através da contratação de Organizações Sociais de Saúde (OSS).
O prefeito não vir a público se manifestar é condenável, mas sabia-se que isso ocorreria. Mas os vereadores se calarem é inaceitável e não há argumentos que possam explicar esse comportamento.
Perfumaria – Desde a primeira sessão ordinária do ano, em fevereiro, os vereadores se limitam a referendar as ações do Executivo, sem discuti-las, e apresentar indicações inúteis, repetitivas, que não são atendidas e, muitas delas, motivo de chacotas no primeiro escalão da Municipalidade.
Os segmentos organizados da sociedade precisam cobrar uma postura condizente com o que preceitua a Constituição sobre deveres dos vereadores eleitos, pois passados mais de 90 dias, os parlamentares não se dignam a discutir questões relevantes aos interesses da cidade.
Promotoria – A saída que existe para que a população possa ter respeitado os seus direitos e aquilo que paga em tributos, é o Ministério Público investigar essas questões.
Se for o caso, cobrar explicações das autoridades, pois uma unidade hospitalar que custou ao bolso do contribuinte R$ 9 milhões, não pode permanecer fechada, assim como o Centro Educacional.

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