Elefantes brancos

As expectativas eram boas. Promissoras mesmo. Mas logo se transformaram em vergonha para a população. Primeiro foi o Centro Educacional, que após breve funcionamento, foi fechado por conta de um suposto perigo de desabamento. Está lá, na principal avenida da cidade, fechado. A interdição foi no governo anterior, que deixou processos abertos e laudos que recomendavam a medida. A seguir veio o novo hospital, sonho acalentado pela população durante mais de vinte anos, com todas as suas instalações prontas, mas igualmente sem funcionar. Ou seja, das duas obras sobraram dois prédios fechados. Um completamente desativado e outro transformado em almoxarifado da Prefeitura.
Foi assim que surgiram dois elefantes brancos. Instalações suntuosas, que custaram milhões aos cofres públicos, simplesmente não servem aos propósitos para as quais foram construídas e hoje estão abandonadas e sem previsão de quando serão utilizadas adequadamente.
O prefeito não se digna a vir a público dar explicações, aliás, quando se trata de explicar seu governo, nada diz, por certo achando que esses problemas cairão no esquecimento. Ou que o silêncio ajeita tudo.
Pior que o prefeito não dizer nada, é a Câmara de Vereadores também se calar e não cobrar ações da Prefeitura que resolvam o problema. É vergonhoso o que está acontecendo na cidade.
Um hospital que custou uma fortuna e que resolveria o problema das pessoas carentes fechado, e um centro educacional também fechado que obriga a população a arcar com os custos do aluguel de um novo local para funcionamento da Secretaria da Educação, parece ter sido o cartão de visita da nova administração.
Pelo que se pôde deduzir até agora, nossas autoridades estão pouco interessadas em resolver essas questões que, ao que parece, só beneficiaram alguns políticos e os empreiteiros das obras.

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