Vereadores deveriam cobrar o funcionamento do novo hospital e a reabertura do centro educacional

DURANTE pelo menos duas décadas a população de Mairiporã e a classe política cobraram daqueles investidos em função de autoridade, a construção de um novo hospital para a cidade. Depois da construção de um moderno e amplo prédio para essa finalidade, ele segue fechado, mesmo tendo custado a bagatela de R$ 9 milhões.
Essa mesma cobrança também serve para o centro educacional, que foi fechado pela Defesa Civil sob a alegação de que pode ruir. O atual governo parece especialista em problemas relacionados à construção de obras caras aos bolso do contribuinte.
Em 2008, poucos dias depois das eleições, o terminal rodoviário desabou. O centro educacional já apresentava problemas antes mesmo de ser inaugurado e isso se confirmou agora. A desculpa do governo de que o entupimento de calhas foi o responsável pelo abalo nas estruturas é explicação de amadores.
Câmara – Enquanto tudo isso acontece a dano do povo, os vereadores fingem que a situação não é com eles. Depois de três sessões extraordinárias e duas ordinárias, nada comentaram sobre esses problemas.
Os representantes do povo precisam cobrar do prefeito a recuperação imediata do centro educional, nem que isso represente prejuízo à construtora responsável pela obra e ao próprio prefeito, e a inauguração do hospital Anjo Gabriel.
O repasse de R$ 9,7 milhões ao Hospital e Maternidade Mairiporã (HMM), mesmo sendo um montante considerável, não são suficientes para suprir todas as despesas da instituição. Isso foi dito pela diretoria da entidade e até mesmo um levantamento de custos foi entregue pela instituição ao prefeito.
O HMM tem despesa mensal de mais de R$ 1 milhão (sem contar melhorias no prédio, no equipamento e no quadro de médicos), e os R$ 750 mil por mês da Prefeitura são insuficientes para cobrir o rombo e melhorar ainda mais o atendimento ao público.
Anjo Gabriel – A saída para resolver boa parte dos problemas da saúde pública em Mairiporã é terceirizar a administração do Hospital Anjo Gabriel, ajudar financeiramente dentro de parâmetros que permitam que os cofres públicos não se sacrifiquem financeiramente e ofereça um espaço para atendimento médico que o cidadão merece.
Os vereadores, há muitos anos, não saem da zona de conforto de atuar como se fossem despachantes, deixando a cobrança que lhes é pertinente a cargo da população. Esse comportamento preciso ser mudado e a atuação parlamentar deve ir muito além de apresentar indicações, requerimentos, conceder títulos de cidadania e propor os mais variados tipos de moção.
Um bom começo seria cobrar do Executivo o funcionamento pleno do novo hospital e a reabertura do centro educacional.

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