Coluna do Correio Juquery 27/1/2017

FRASE
“Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância.” (Dalai Lama, título dado a líderes budistas tibetanos)

DINHEIRO
A baixíssima margem orçamentária para se fazer além ou diferente do que sempre foi feito na administração municipal foi colocada, desde os tempos das promessas da campanha eleitoral, como um obstáculo para a realização dos planos e ideias que o prefeito apresenta para a cidade. As intensas chuvas das últimas semanas maximizam essa preocupação. Se não chegar dinheiro de fontes externas e as chuvas continuarem, podem fazer diferença para o equilíbrio das contas do governo.

NO ESCURO
O governo Aiacyda também enfrentará dificuldades para negociar o reajuste salarial do funcionalismo municipal, que não tem aumento real há mais de dez anos, apenas a correção linear da inflação. No ano passado, dos 10% a serem pagos, apenas 6% chegaram ao contracheque do funcionalismo. E isso depois de um parcelamento em três vezes. A data-base da categoria é fevereiro, mas até agora a Prefeitura não sabe sequer o tamanho do impacto. À reboque desse problema, os servidores cobram a implantação do Planos de Cargos, Carreiras e Salários, assunto que remonta ao início deste século.
CÂMARA
Há anos, o professor e economista de renome Eduardo Gianetti da Fonseca garantia que as Câmaras são o maior programa de concentração de renda do Brasil e há muitos anos o povo se expressa com clareza sobre a injustiça dos altos salários, mas a maioria dos parlamentares municipais continua cinicamente surda, cega e totalmente indiferente ao clamor e às prioridades da população – muitas hoje relegadas, suprimidas ou parcialmente cortadas pela crise que vivemos. Pura verdade!
PRESSÃO (I)
Alguns vereadores tem pressionado o presidente da Câmara para que a Casa de Leis abra um novo concurso público. Na esteira dessa ação estaria embutida a possiblidade de ampliar o número de cargos comissionados. Resta saber se o presidente Marco Antônio está disposto a colocar seu mandato em risco.
PRESSÃO (II)
Os vereadores também pressionam o Executivo a nomear alguns correligionários, com cargos comissionados na Prefeitura, prática comum desde que Mairiporã foi inventada. Até onde se sabe isso não vai acontecer tão cedo. Ou vai?
PRESSÃO (III)
Circula nas redes sociais que um grupo de pessoas vai enviar um alerta ao Tribunal de Contas do Estado, justamente sobre a possibilidade da Câmara realizar o concurso e inchar o Legislativo com mais cargos comissionados. Esse assunto ainda vai render.
DESAFETOS
O que tem de gente no maior chororô por causa do comportamento do prefeito após a posse não está em gibi nenhum. Boa parcela dos chateados alega que trabalhou em seu favor e não conseguiu a ‘boquinha’ com que sonharam. O resultado pode ser conferido nas redes sociais, onde os ‘amicos’ de ontem são os ‘nemicos’ hoje, como dizem os italianos. Agora, não poupam críticas. Há até quem jure que já sabia do comportamento do atual prefeito, mas preferiu arriscar. Quem sabe até por não ter outra opção. Mas não se deve jogar toda a culpa no alcaide. Alegar que ninguém sabia da situação financeira da prefeitura, para não dizer do País, é de uma imbecilidade crônica. Alguns ‘aventureiros’, com passagem pouco Republicana pela vida política da cidade, sabiam, no íntimo, que Aiacyda não ia entregar parte do galinheiro a velhas raposas, pois conhece a sobejo os integrantes desse zoológico político, que vão desde analfabetos confessos até vagabundos de carteirinha.
DÉFICIT
Dirigentes do Hospital e Maternidade Mairiporã dizem que a instituição, mesmo com ajuda da Prefeitura, fecha mensalmente no vermelho e esse acúmulo de déficit não é mais tolerável. Dentre os setores que mais dão prejuízo, destaque para os serviços de maternidade. E não é de hoje que esse alerta tem sido dado à Municipalidade.
LÍNGUA
Pessoa bem próxima do primeiro escalão municipal garante que tem gente graúda com discursos diferentes do que reza a cartilha do prefeito, o que, de certo modo, tem gerado atritos. Mau sinal.
CHUVAS
As águas caídas do céu nos últimos trinta dias causaram prejuízos à população, e se São Pedro não resolver fechar ‘a torneira’, a situação pode se agravar ainda mais. Estradas estão intransitáveis e sair de casa, ou nela chegar, é uma aventura e tanto.
SIMPATIA
Muitas pessoas em Mairiporã estão gastando dúzias de ovos por dia. Elas aderiram à simpatia de colocar ovos em cima do muro para ver se para de chover. Não seria o caso das autoridades apostarem nessa receita?

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